Cláusulas Abusivas em Contratos Empresariais: Como Identificar e Evitar Riscos

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No mundo privado dos negócios, contratos são o esqueleto das relações. Eles estabelecem direitos, deveres e expectativas entre as partes sobre como se dará um negócio jurídico, criando segurança jurídica e confiança para que acordos sejam cumpridos. No entanto, nem sempre todas as cláusulas presentes em um contrato são justas ou válidas perante a lei, estas são chamadas de cláusulas abusivas.

O que são cláusulas abusivas?

Cláusulas abusivas são disposições contratuais que colocam uma das partes em desvantagem exagerada, prejudicando assim a relação horizontal do contrato, ferindo princípios como a boa-fé objetiva e o equilíbrio contratual.
Embora a legislação brasileira trate com mais frequência de cláusulas abusivas no âmbito do Direito do Consumidor (art. 51 do CDC), o conceito também se aplica a contratos empresariais, especialmente quando uma das partes impõe condições excessivamente onerosas ou restritivas.

Exemplos comuns em contratos empresariais

  • Penalidades desproporcionais: multas excessivas em caso de atraso ou descumprimento mínimo do contrato.
  • Isenção total de responsabilidade: cláusulas que exoneram a parte que elaborou o contrato de qualquer prejuízo causado.
  • Alterações unilaterais: previsão de que apenas uma das partes pode modificar prazos, valores ou condições sem o consentimento da outra.
  • Prazo excessivamente longo sem possibilidade de rescisão: contratos que mantém a outra parte presa, sem previsão de uma sáida viável.

Por que elas são problemáticas?

Além de poderem ser declaradas nulas judicialmente, cláusulas abusivas prejudicam a relação comercial, prejudicam o equilíbrio entre as partes e podem gerar conflitos jurídicos onerosos, como ações indenizatórias ou rescisões litigiosas.

Como evitar cláusulas abusivas

  1. Negociação prévia – Não aceite contratos “prontos” sem discutir seus termos.
  2. Análise jurídica preventiva – Ter um advogado revisando o contrato antes da assinatura é muito mais barato do que lidar com um processo depois.
  3. Equilíbrio contratual – Ajuste obrigações e direitos de forma proporcional.
  4. Registro claro e preciso – Cláusulas mal redigidas abrem brechas para interpretações desfavoráveis.

Conclusão

Evitar cláusulas abusivas não é apenas uma questão de legalidade, mas também de preservar a confiança e a saúde da relação comercial. Contratos equilibrados são a base de parcerias duradouras e seguras.

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